Desafio: Teoria X Prática

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012


Movimento Fronteira Zero
O ano que passou foi marcado por uma série de ações coletivas direcionadas à realidade social em Foz do Iguaçu. Instituições, movimentos, simpatizantes, todos que partilharam de reflexões comuns ou semelhantes referentes aos problemas sociais existentes na fronteira. Tais circunstâncias fazem com que possamos ter esperança na realização de alguns objetivos que antes eram tidos como improváveis e que hoje, com as atuais articulações se fazem possíveis.

Sabemos que no decorrer desse processo eventuais problemas de cunho ideológico, teórico e científico podem fazer com que tais grupos que hoje se vêem engajados no mesmo ideal possam voltar ao ponto zero. Situação vista em tantos outros movimentos e períodos distintos, o que seria um grande retrocesso visto que tal conjuntura não se forma de um dia para o outro. Sabendo que existe uma linha muito tênue que separa cada convicção, logo nos resta pensar em alguma forma ou metodologia que possa nos orientar na atual conjuntura.

Partindo de uma visão atual, encontramos intelectuais e pesquisadores que claramente desistiram de um método e de uma teoria reflexiva que olhem além das problemáticas lógicas, caindo em um fanatismo ideológico. Concluem que o domínio da ciência só é útil se for para a mudança da realidade a qualquer custo, qualquer coisa que fuja dessa perspectiva se torna mal visto ou simplesmente descartável.

No entanto, há de se entender que tal postura tenha suas razões. Desde o início, as ciências sociais no seu sentido mais amplo possuem um viés conservador e fora assim até hoje. Não suficiente, as universidades e os meios acadêmicos ao reproduzirem tal postura tornaram-se mais um motivo de desilusão e descrença quanto à possibilidade de mudança da realidade social. Salvo algumas exceções, que não por acaso, são essas que até hoje vem motivando as discussões “não conservadoras”.

Dessa forma à impressão que em muitos casos os não conservadores acabaram criando uma ciência não mais coerente e compromissada com a leitura da totalidade, mas sim uma readaptação da ciência segundo os objetivos da sua ideologia. Ao ser vista por essa perspectiva, se realiza o uso invertido da teoria, utilizando-a somente para a leitura do que se quer acredita como verdade.

Parece que, ao se depararem com a complexidade das relações sociais há uma insatisfação entre o que se sabe da realidade e o que é possível de ser alterado a curto prazo, gerando mais motivos para não se dar a merecida atenção à teoria. Nesse processo a coerência teórica estando com seu papel corrompido faz com que os acertos futuros estejam comprometidos.

Metodologias alternativas muitas vezes iniciam-se dessa forma e acabam menosprezando o conhecimento popular. Ao separarem a teoria e a prática, acabam tratando a população como objetos, assim como as ideologias dominantes fazem. Por mais que o ponto central da discussão tenha um caráter humano, tais equívocos fazem com que acabamos nos parecendo com aqueles nos quais nos opomos.

É um equivoco subjugar a teoria à pratica, mesmo porque esta sozinha nunca foi critério exclusivo de verdade, porque corrompe a unidade dialética e promove um ativismo tapado. A separação promove um desconhecimento da formalidade, da realidade e da atividade cientifica, que por sua vez necessita de método, sistematização entre outras características que o tal ativismo não contempla. Corre-se o risco de uma proposta por vez bem intencionada e cheia de valores extremamente humanos serem vistos pelo saber popular de forma totalmente corrompida e ideologicamente fracassada.

Mais do que nunca é preciso voltar à teoria, saber que valorizar em medidas coerentes o trabalho cientifico pode ser uma ferramenta importante no convencimento do que se quer alcançar. Caso contrário, o modelo ideológico dominante pode caracterizar as ações contrarias às suas como um populismo barato, que insiste em codificar as vontades de uma parcela pequena da população, objetivando somente a realização de objetivos fragmentados, sem tanta importância.

Enfim, não se pretende que as ações desses grupos dos quais nos incluímos e que merecem todo respeito pelas devida ações realizadas, que com certeza estão fazendo uma diferença ao ocupar espaços públicos, acrescentando em discussões de forma a deixarem suas mensagens sempre nobres, acabem ou se interrompam, mas que estejamos casa vez mais cientes dos desafios que temos, para que não subjuguemos as condições subjetivas de mudança social, como se a excitação política sozinha atingisse o objetivo da propagação de nossos ideais.

Publicado em http://fronteirazero.org/portal/
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IMPRENSA POPULAR - Fevereiro de 2012


Está em produção uma edição especial em comemoração ao aniversário do Partido. Trabalhamos para que você a tenha em mãos no dia 25 de março. Devido a tal esforço, prioritário, decidimos que esta edição do IP, que você lê, seja publicada apenas em versão online – nada impede, porém, que você a imprima caso prefira fazer sua leitura com o papel em mãos.
REPORTAGEM ESPECIAL
* SOS Saúde - Brasil está abaixo da maioria dos países vizinhos nos principais indicadores de saúde

MAIS DESTAQUES

* O quadro da saúde - Ou seria a falta dela?

* Uma derrota para a humanidade - Motivos justificam mais que desconfiança na Comissão Nacional da Verdade

* Brasil S/A: Entre 2000 e 2003, a média do Investimento Estrangeiro Direto (IED) do Brasil era de US$ 1 bilhão. Em 2010, somente as 20 maiores empresas brasileiras investiram US$ 56 bilhões no exterior. A América Latina é parte estratégica deste crescimento: 20% do IED na Bolívia são oriundos da Petrobras, 80% da soja do Paraguai pertencem a brasileiros e, na Argentina, 24% das aquisições empresariais no período 2003-2007 foram de capital brasileiro.

* SINDICATOS:  "É necessário dar um salto de qualidade"

* Lukács e a atualidade do marxismo

* Foice e martelo, pandeiro e tamborim: Em novembro de 1946, no campo de São Cristóvão,
no Rio de Janeiro, o PCB organizou um desfile em homenagem a Luiz Carlos Prestes. Participaram 22 escolas, a maioria exaltando o “Cavaleiro da Esperança”. Era o ponto alto da relação entre os comunistas e o mundo do samba, o que levou a União Geral das Escolas de Samba (UGES) a ser chamada pela direita carioca como “União Geral das Escolas Soviéticas”.

* Tanto a Copa quanto as Olimpíadas são eventos comerciais privados

* Abaixo a terceirização:  “ Em cada 10 casos de acidente do trabalho, oito são registrados em
empresas terceirizadas. O mesmo índice vale para as morte por acidente, quatro em cada cinco vitimam trabalhadores terceirizados”

* Frente Anticapitalista: O primeiro passo é levantar bem alto a bandeira da luta anticapitalista”.  Para Vito Giannotti, todas as ferramentas são válidas para quem disputa a hegemonia na sociedade
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Revista Novos Temas traz dossiê da Comuna de Paris

quinta-feira, 15 de setembro de 2011


A Revista Novos Temas traz, neste número, o seu primeiro dossiê que trata da questão da Comuna de Paris quando essa experiência de luta pelo poder, realizada pelos trabalhadores franceses, em especial pelos parisienses, faz 140 anos. Trata-se de um debate que tem motivado intelectuais e militantes marxistas na compreensão e aprofundamento do que representou a luta dos trabalhadores parisienses de 18 de março a 28 de maio de 1871. Foram 72 dias em que o futuro da humanidade esteve em disputa e os trabalhadores, que lutaram nas barricadas de Paris e que foram massacrados pelas tropas da contra-revolução, motivaram uma nova vaga revolucionária pós-primeira guerra mundial, com a Revolução Russa de 1917.

Neste dossiê, apresentamos, a partir da maturação do debate, da pesquisa e dos estudos, que, no decorrer do presente ano está movimentando os marxistas e revolucionários em encontrar pistas, conexões e perspectivas do que foi a Comuna de Paris, qual o seu legado histórico. Tem textos de intelectuais acadêmicos que tem grande envolvimento com a luta de classes em nosso país e que trouxeram para o debate recortes interpretativos que possibilitam entender a Comuna não como exemplo, mas como lição.

Publicamos os artigos dos professores João Quartim de Moraes, que discute as questões da Guerra Franco-prussiana, da revolução e da contra-revolução na França, em especial de 1870 a 1871, levando em considerações os antecedentes históricos, a posição de Marx e Engels sobre a Comuna e a reflexão sobre esse episódio histórico. Milton Pinheiro apresenta um debate sobre a Comuna de Paris a partir da Guerra, da instalação da dualidade de poder no decorrer dos episódios da Comuna e a discussão da possibilidade da transição que foi derrotada. O historiador Osvaldo Coggiola discorre sobre as relações da primeira internacional operária e a Comuna de Paris, utilizando-se dos clássicos para enfrentar esse debate. Mauro Iasi oferece um debate sobre a Comuna de Paris numa construção metafórica sobre as raízes terrenas da crítica ao céu. Paulo Barsotti trata da auto-emancipação dos trabalhadores e da necessidade da destruição do Estado. O Professor Antônio Carlos Mazzeo entra no debate de Lênin e a Comuna e, por fim, mas não por último, o cientista político e tradutor Luciano Martorano desenvolve a questão da socialização e Comuna no pensamento de Karl Korsch.

Esperamos, com esse número, contribuir para debater e aprofundar o acontecimento histórico que é considerado como a primeira revolução operária de nossos tempos, ao tempo em que homenageamos os trabalhadores, homens e mulheres que tombaram nas barricadas de Paris em defesa da humanidade. Aos comunardos que foram fuzilados no muro do cemitério Père-Lachaise, a bandeira vermelha que vocês levantaram continua sendo a bandeira da emancipação humana sob qual todos nós, marxistas e revolucionários lutamos.

Os Editores
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Revista Novos Temas traz artigo de Silvana Aparecida de Souza

terça-feira, 26 de julho de 2011


A edição número três da Novos Temas, revista do Instituto Caio Prado Jr.,  traz vários textos para entender o capitalismo e o pensamento marxista. Para quem mora em Foz do Iguaçu, fica o registra do artigo da professora Silvana Aparecida de Souza, que aborda a temática das novas formas de exploração do trabalho.  O exemplar pode ser pego emprestado na hemeroteca do PCB ou comprado por vintes reais. Segue abaixo texto da apresentação da nova edição.

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Leia Imprensa Popular

quarta-feira, 6 de julho de 2011


A nova edição do Imprensa Popular, o jornal do PCB, está circulando em Foz do Iguaçu. A publicação debate:
- REFORMA POLÍTICA: Mudanças de fechada para concentrar ainda mais o poder.
- DISTRIBUIÇÃO DE RENDA: Bolo cresce, mas não é repartido.
- Caos no transporte público do País.
- 1º de Maio: dia de luta, não de conciliação.
- PC da Grécia.
- Mariátegui e a construção do marxismo latino-americano.
- Stalingrado, cidade, batalha e poema
- Contra a ditadura do silêncio: abram os arquivos já!
- Entrevista Marcos Del Roio: “única solução possível é a alternativa socialista”.
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DVDs do XIV Congresso Nacional do PCB


Acabamos de receber todos os vídeos produzidos no XIV Congresso Nacional do Partido Comunista Brasileiro. São sete DVD`s. É só pedir emprestado. Eis as temáticas:

DVD 1
Abertura
Intervenção Ivan Pinheiro
Partidos e movimentos brasileiros convidados
Os PC estrangeiros

DVD 2
Opinião dos Amigos do PCB
Os Militantes

DVD 3
Os comunistas frente ao neoliberalismo e neofascismo na Europa: Alemanha, Grécia, Espanha, França.

DVD 4
A resistência do Povo Palestino e as contradições no Oriente Médio: Israel, Palestina, Líbano.

DVD 5
Ofensiva imperialista e mudanças sociais na América Latina: Argentina, Chile, Paraguai, Peru.

DVD 6
Ofensiva imperialista e mudanças sociais na América Latina: Bolívia, Colômbia, México, Venezuela, Coord. Continental Bolivariana.

DVD 7
A conjuntura asiática: Vietnã, Coréia do Norte.
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Vale a pena viver, quando se é comunista

segunda-feira, 16 de maio de 2011


Dedicado a Antonio Gramsci

Quando a noite parece eterna
e o frio nos quebra a alma.
Quando a vida se perde por nada
e o futuro não passa de uma promessa.
Nos perguntamos: vale a pena?

Quando a classe parece morta
e a luta é só uma lembrança.
Quando os amigos e as amigas se vão
e os abraços se fazem distância.
Nos perguntamos: Vale a pena?

Quando a história se torna farsa
e outubro não é mais que um mês.
Quando a memória já nos falta
e maio se transforma em festa.
Nos perguntamos: vale a pena?

Mas, quando entre camaradas nos encontramos
e ousamos sonhar futuros.
Quando a teoria nos aclara a vista
e com o povo, ombro a ombro, marchamos.
Respondemos: vale a pena viver,
quando se é comunista.

Mauro Iasi
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Novo boletim do Partidão circula na cidade; veja versão eletrônica

quarta-feira, 11 de maio de 2011


A quinta edição do jornal do Partidão está circulando de mão em mão, propagando os ideiais comunistas em Foz do Iguaçu. O boletim traz um relato sobre o 1º de Maio, um belo texto sobre a reconstrução da UJC (União da Juventude Comunista) no Brasil; além de vários informes pra militância ficar ligada nas próximas lutas. E pra  quem ainda não pegou o seu exemplar, aqui vai o endereço para baixar o PDF e ler a versão online.

http://www.youblisher.com/p/126900-Informativo-PCB-Foz-Edicao-5/
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Fim do expediente?

segunda-feira, 9 de maio de 2011



Comunistas têm papel fundamental para resgate do verdadeiro sentido do 1º de Maio. Militantes do PCB contribuem para ações de  carácter classista e de protesto.

O Dia do Trabalhador foi festejado, trolado, descansado, almoçado, rezado, excomungado, mais um tanto de ados, mas, sobretudo, ignorado por muita gente em Foz do Iguaçu. Quem manda cair num domingo, tirando do calendário aquela folguinha extra que poderia ter ocorrido no meio da semana.

Essa pode ser a primeira impressão sobre a data na Terra das Cataratas, porém existem outros ados no pedaço. O 1º de Maio também foi panfletado, enfaixado, cantado, dançado, enfim, propagado de outra forma por pessoas quem insistem em fazer da data mais um momento para reflexão e protesto.

O trabalhador foi o protagonista de várias ações realizadas nos últimos dias, seja nas ruas, na sala escura ou na rede mundial de computadores. Sindicatos, movimentos sociais e culturais, cada qual do seu jeito, levantaram o debate sobre a classe trabalhadora (eita palavrão, mas só tem esse mesmo, a classe dos trabalhadores).

Pra começar, a discussão promovida pelo Centro de Direitos Humanos e Memória Popular revelou o pânico do trabalho, um problema crescente e que tem lotado os consultórios. O grupo de trabalho mostrou casos, daqui do município, de pessoas doentes por causa do tipo de batente (repetitivo ou massacrante em busca de metas e resultados).

Já a arte cedeu espaço para centenas rirem da própria desgraça com o filme Buena Vida Delivery, exibido pela Casa da América Latina, Casa do Teatro e Guatá. A história de uns “los nadies” em busca de sobrevivência serviu de estopim para um debate sobre as alternativas para exploradores e explorados. Seria tudo uma questão de oportunidade? De nascer no lado certo do balcão?.

Sob o céu nebuloso, outros tantos mandaram seu recado distribuindo milhares de panfletos no centro e dos bairros, além de universidades e escolas. O manifesto resgatou uma indagação clássica da universal Mafalda: “Por que em vez de mudar as estruturas todos só ficam remendando as peças?“. Mensagem esta reforçada em faixas estiradas em diferentes cantos da terrinha.

Esse não foi o único alerta. Na internet, reflexões invadiram os sites e os blogs “sediados” em Foz do Iguaçu. A desqualificação do trabalho feminino no sistema capitalista, os trabalhadores do turismo, os trabalhadores na fronteira, os trabalhadores de cultura... Esses foram alguns dos temas abordados por professores, universitários, jornalistas...

Na Rua Rafael Casula, um palco para a união de desempregados, marginalizados e alguns empregados do bairro Cidade Nova, sindicalistas, acadêmicos da Unila e artistas. Pareceu ser unânime: abaixo o capitalismo! Um outro tipo de sociedade. Da música, da dança, do varal de protesto e da fala na latinha, o aviso final. “Hoje é dia trabaidô. Amanhã do trabaio. A luta continua”.

Alexandre Palmar é jornalista em Foz do Iguaçu e militante do PCB.
Texto publicado no site www.megafone.inf.br
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Boletim UJC - Pegue o seu!

sexta-feira, 6 de maio de 2011


Dia 26 agora, do mês que passou, abril, foram distribuídos os boletins número um e dois da UJC para quadros do PCB e amigos próximos que formarão o núcleo inicial da UJC Foz.

Importante lembrar que se torna parte dos deveres de cada militante envolvido, a leitura dos boletins, para futuros debates e aprimoramento da militância.

O livreto com as resoluções do último congresso da UJC está programado para ser distribuído até a segunda semana de maio.

Clique aqui para baixar a edição 1.



Clique aqui para baixar a edição 2.
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